Não é uma transformação forçada, nem um fenómeno do Entroncamento: é mesmo um Berlingo a gasolina! Uma ideia tão boa que só peca por não ser muito mais barata que um Diesel.

Dois. Um par. Um mais um. Essa foi a quantidade de Citroën Berlingo a gasolina que se venderam nos últimos dois anos em Portugal. É um subsegmento tão pouco explorado que o derivado de comercial do construtor francês só não ficou sozinho nas vendas, porque a Ford tem um Tourneo Courier, derivado do Fiesta, que vende mais de 400 unidades com motor 1.0 Ecoboost, orçadas de base em 11 700€ e com uma oferta de equipamento muito simpática. Pois este Berlingo Multispace, com habitáculo para cinco passageiros e portas laterais de correr, não consegue uma proeza tão convincente no preço, mas o desempenho do motor Pure Tech é exatamente o que esperávamos dele: solto, despachado, acelera bem, não recupera nada mal com a caixa manual de cinco velocidades, mas sempre com uma vibração latente da qual os motores de três cilindros nunca se conseguirão livrar. Sendo, grosso modo, 2000€ mais barato que um Berlingo Diesel (sem contar com o preço especial de 20 845€ para o Berlingo Multispace 1.6 HDI Feel de 7 lugares, para famílias numerosas ou frotistas), o 1.2 Pure Tech tem a vantagem de ser bastante mais lesto em todas as performances, por oposição ao modelo a gasóleo. Precisa, por exemplo, de 31,7 segundos para completar mil metros (quase 5 segundos menos que o Diesel) e faz melhores recuperações. Por outro lado, um HDI de 100 cv é tão modesto a consumir que o 1.2 a gasolina, por muito que impressione com a sua média ponderada de 6,9 l/100 km, nunca chegará aos 5,1 l/100 km do Diesel. Para uma família que precisa do espaço mas não consome milhares de quilómetros por mês, o 1.2 Pure Tech é uma ideia simpática. Atrevida, mas simpática. Para todos os restantes, não há como fugir ao Diesel.

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