Os responsáveis e sindicatos da marca alemã querem que a parte da produção da marca checa passe para a Alemanha.

Fontes ligadas à marca Volkswagen dizem-se preocupadas com a competição dentro do próprio grupo, mais especificamente da Skoda. Em declarações à Reuters, as referidas fontes referem que Dieselgate provocou o aumento da rivalidade dentro do grupo alemão. Nesse sentido, uma vez que pretende reduzir custos, os responsáveis e sindicados da marca de Wolfsburg querem que a Skoda (integrada no grupo há 26 anos) passe parte da sua produção para as suas fábricas na Alemanha (que atualmente estão longe da sua capacidade máxima) e que assim pague mais pelo acesso à tecnologia do grupo – nomeadamente as suas plataformas. No referido artigo, os lucros atuais da marca checa – cuja margem operacional foi superior à da Audi no ano passado - são justificados pelas “vantagens injustas” de terem mão de obra mais barata no seu país (10,10 euros por hora em contraste com os 38,70 euros na Alemanha).

“É preciso que a primazia da marca de topo no grupo fique salvaguardada antes da ofensiva de carros elétricos que aí vem”, ressalva o responsável ouvido sobre este tema.

Os representantes dos sindicados da VW não se quiseram pronunciar sobre este tema.

Certo é que nesta altura o CEO do grupo VW, Herbert Diess, está empenhado em que os futuros modelos da marca Volkswagen não sofram da concorrência direta dos mais baratos Skoda. Numa recente reunião da direção, Diess pediu mesmo que haja uma grande diferenciação de posicionamento e cliente tipo entre ambos, em especial nos futuros modelos elétricos (na imagem, o Vision E Concept que dará origem a um SUV elétrico).

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