Até que ponto os automóveis podem aumentar a taxa de eficácia sexual dos seus condutores?

Quando esta aventura como escriba mensal do Autohoje se tornou já, e com muito orgulho, na maior colaboração profissional da minha vida – 7 anos de estrada p’ra andar, citando (hic) Jorge Palma – vou encontrando cada vez mais leitores afáveis e confiançudos que arriscam, atrevidotes, perguntar-me para quando uma crónica devotada ao tema “sexo no automóvel”. Ora bem, especificamente dedicado a esclarecer a ânsia dessas mentes com o seu quê de perverso, posso dizer: não sou fã. Os engenheiros não desenharam as viaturas a pensar nessa finalidade, a manete das mudanças – é sabido – pode conduzir a visitas prementes às urgências hospitalares e, em geral, não há, convenhamos, espaço para conforto sexual. Posso, pois, apenas imaginar o que seria se tivesse experimentado com outra pessoa lá dentro. O que foi? Porquê essa careta? Não há nada de censurável na variante mais onanista do sexo. Como diria Woody Allen, “a masturbação é fazer amor com a pessoa que mais amo”. Adiante. O que posso desenvolver, nesta temática, é até que ponto os automóveis podem aumentar a taxa de eficácia sexual dos seus condutores. Assim sendo, será, por exemplo, algo seguro concluir que o feliz dono dum Ferrari Enzo passará mais tempo de alegria horizontal acompanhada (gostam do eufemismo? Hã, hã? Gostam?) do que o sujeito atrás do volante dum Fiat 127. Rosa Choque. 1000 cc. Amolgado. Embora – e só vou atrever-me a escrever o seguinte por ter a certeza de que jamais terei a oportunidade de colocar as minhas unhas num produto oriundo de Maranello – seja também mais ou menos garantido que a principal razão que move os milionários a adquirir Ferrari, seja o número de centímetros virtuais que estas obras-de-arte automobilísticas adicionam aos seus paupérrimos pirilaus. (pausa para um pigarrear conjunto entre escriba e leitor) Já está? Boa. Tudo isto desbloqueado pela bomba que este mês tive. A saber: um Audi A3 Cabrio, alvo como o rabinho dum bebé a caminho do baptizado. Um carro destes, desportivo, elegante, poderoso, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra, nem 8 nem 80, sabedor de que a virtude está no meio, é um garante de sucesso no que diz respeito à probabilidade de forrobodós nocturnos. E mais não digo. Falta uma bolinha vermelha no canto superior direito desta página. Temos pena. E dores nas costas.

 

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