Nesta máquina querida, muitas auto-estradas, muitos km de vida.

25 anos. Fosse a medida humana e seria aquela altura de equilíbrio perfeito entre a ingenuidade e algum cinismo já. Um curso superior concluído há pelo menos 3 anos, outros 3 de trabalho, contas para pagar, responsabilidades individuais cada vez mais longe da saia da mãe. No caso deste escriba, são 7 anos de orgulhoso rodapé na história do Autohoje. Bastante tempo nesta era tão voraz. Após Bolonha, teria dado para uma licenciatura, um mestrado, e um ano sabático qual dandy a percorrer os destinos culturais da Europa.

Ora bem, e olhando de relance para trás, quais os primeiros veículos da cerca de centena já conduzidos graças a esta colaboração que me assolam de imediato o espírito? Bólides ideais para essa imaginária jornada pelo Velho Continente?

▶ O Mitsubishi ASX que me fez apaixonar pelo TT;

▶ O Mazda MX-5 que, há meia dúzia de anos, me fez entrar em despique na A5 com Ricardo Quaresma ao volante dum – então nunca visto – Audi R8;

▶ O Porsche Cayman R que obrigava alegremente a desligar o rádio normalmente em altos berros para escutar o sedutor ronronar daquele motor bombástico;

▶ O Range Rover Evoque, absoluto triunfo sob todos os critérios;

▶ O par de modelos Z4 dessa linha da BMW há tanto tempo – sabe o leitor habitual – a preencher-me os sonhos;

▶ O Mercedes SLK de chorar por mais, sem hipérboles;

▶ O Mini Cooper Camden, que – pasme-se! – falava. O mais próximo que alguma vez estarei de novo da infância: “Kitt, amigão, vem mi pegá!”.

▶ O mais recente Beetle Cabrio que me apeteceu tanto adquirir de pronto não fosse um amigo próximo vociferar: “Pá, isso é carro de gaja!”.

▶ O roadster da Opel (Opel GT Roadster) que me entusiasmou tanto e jamais vi circular nas nossas estradas;

▶ O Nissan 370Z com o qual aprendi uma importante lição: “Nunca desligar as ajudas, nunca!”.

Pronto, são os primeiros dez que acodem à mente. Nada como um número redondo. Já agora um par de desfeitas: aquela vez em que rebentei um Smart às 3 da matina na Cruz Quebrada e pude involuntariamente comprovar a eficácia tremenda do seu habitáculo; e um Dacia Sandero do Demo, com o qual resvalei contra um rail e entreguei de rabinho entre as pernas chegando ao Autohoje como protagonista deste cenário: o director e três jornalistas desatando à gargalhada quando entra o veículo amolgado e explicando que o dito cujo tinha acabado de vir do arranjo – um colega doutra publicação tinha espetado o mesmíssimo carro… Ah, 15 dias depois, o Sandero possuído faria outra vítima.

Resta-me terminar citando Zeca Afonso, acrescido do IVA: “Venham mais 7”! E viva o Autohoje.

 

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